Padrão Racial

É comprovado que há correlação genética entre tipo e produção leiteira. Promovendo acasalamentos com animais bem conformados garante-se boa estrutura e maior produção. O conhecimento dos padrões raciais é passo importante para o conhecimento do rebanho e é diretriz para definição dos objetivos de produção de propriedades leiteiras.

Gir Leteiro

Gir Leiteiro

Padrão Racial - GIR LEITEIRO
Aparência Geral:

1 – Racial: 

A cabeça deve apresentar perfil ultra-convexo, ser média, fina e seca, com a fronte larga e marrafa jogada pra trás, não podendo apresentar nimbure; chanfro reto, estreito e delicado; focinho preto e largo, úmido, com narinas dilatadas; lábios grossos e firmes, boca grande e olhos de formato elíptico, brilhantes e de pigmentação escura, protegidos por rugas da pálpebras superiores e cílios pretos. As orelhas de comprimento médio devem ser pendentes, começando em forma de tubo enrolada sobre si mesma, abrindo em seguida para fora, curvando para dentro na ponta e voltada para a face (“gavião”). Os chifres devem ser escuros, simétricos, grossos na base, saindo para baixo e para trás, de seção elíptica se dirigindo para cima e curvando para dentro, de preferência.

2 – Pele e Pigmentação:

Os pêlos devem ser finos, curtos e sedosos, vermelho e amarelo e suas variações, à exceção de totalmente brancos e pretos. A pele deve ser preta ou escura, o que lhe proporciona tolerância a incidência solar, devendo ser ainda solta, fina e flexível, macia e oleosa, sendo que no úbere e região inguinal deve apresentar cor rósea.

3 – Feminilidade:

A vaca Gir Leiteiro deve apresentar ossatura forte e limpa. Quanto a angulosidade o animal deve ter formato triangular, visto de lado, de frente e por cima, com grande capacidade respiratória, cardíaca e digestiva, com garupa ampla.O Pescoço deve ser médio, leve, oblíquo, alto e bem inserido à cabeça e harmoniosamente implantado ao tronco, com musculatura pouco evidente, descarnado, no entanto, no bordo superior, a musculatura apresenta-se mais desenvolvida.A barbela deve ser média, enrugada, solta e flexível, começando bífida debaixo da ganacha.

4 – Dorso Lombo:

 Deve apresentar a região dorso-lombo longilínea, tendendo a retilínea, ampla e forte. A linha dorso-lombar deve ser proporcional ao conjunto do animal, equilibrada quanto à horizontalidade e largura, comprida no dorso (correspondente às vértebras torácicas e sustentação do costado, abrigando pulmões e coração), larga no lombo (correspondente às vértebras lombares, abrigando o aparelho digestivo e útero gestante), seguindo com a bacia comprida e ancas largas e aparentes.

5 – Garupa:

A garupa vem reunir vários aspectos: largura, comprimento e nivelamento, que irão refletir numa melhor ou pior conformação de pernas, pés e do úbere, bem como à facilidade de parto. Os íleos e ísquios devem ser largos e espaçados, guardando as devidas proporções. Deve possuir um bom nivelamento de garupa, com inclinação entre íleos e ísquios (ângulo da garupa) de 200 a 300. O osso sacro não deve ser saliente.

Características Funcionais:

Capacidade Corporal - Cardio/Respiratório/Digestivo:

1 – Tórax:

Deve ser amplo e profundo, devendo apresentar costelas largas e longas, oblíquas e chatas, bem arqueadas, afastadas entre si, sem acúmulo de gordura, indicando grande capacidade cardio-respiratória.

2 – Capacidade Digestiva:

O abdômen deve ser longo, largo, limpo e alto. Deve ser volumoso permitindo visualizar a forma de “barril”, indicando grande capacidade digestiva.

3 – Estrutura Corporal:

Uma boa vaca produtora de leite deve ter altura e comprimento compatível com sua idade. O ideal são animais de tamanho mediano, pois são os mais eficientes em um sistema de produção a pasto.

4 – Flanco:

Os flancos (vazio) devem ter pele fina e evidente e apresentar ligeira concavidade.

Sistema Mamário:

 1 – Úbere:

Deve ser amplo, comprido, largo e profundo, apresentando grande capacidade de armazenagem de leite, volume compatível com a idade e estádio da lactação, fazendo pregas quando vazio. A consistência deve ser macia e elástica (glanduloso) e não fibroso (carnudo). Seu piso deve ser nivelado e não ultrapassar a linha do jarrete. Deve apresentar ainda proporcionalidade entre a parte anterior e posterior. Os quartos anteriores devem se apresentar avançados para frente e aderidos ao ventre e os quartos posteriores bem projetados para trás e para cima.

2 – Ligamento Central:

Possui grande importância em vacas produtoras de leite. Deve ser forte e bem evidente, pois irá garantir a sustentação e integridade do úbere que deve estar bem aderido à região inguinal. Quando visto por trás, evidencia-se o sulco do ligamento suspensor central. Está diretamente ligado a longevidade do úbere e permanência do animal no rebanho.

3 – Quarto Posterior:

 Responsável por 60% da produção de leite. Deve ser amplo e volumo, com ligamentos fortes e bem aderidos na região iguinal.

4 – Quarto Anterior:

Deve ser amplo e volumoso, com inserção suave no abdômen, possuindo ligamentos fortes e bem aderidos.

5 – Tetas:

Devem se apresentar íntegras e simétricas, ter comprimento de 5 a 7 cm, diâmetro de ± 3,3 cm, espassadas entre si, centradas no quarto, verticais e paralelas, perpendiculares ao solo.

6 – Vascularização:

Deve ser bem conformada e com bastante drenagem através de diversas veias aparentes, tortuosas, de preferência ramificadas e penetrando por dois ou mais orifícios, além de possuir, no abdome, veia mamária de grosso calibre.

Sistema Locomotor:

 1 – Membros Anteriores:

Os membros anteriores devem ser de tamanho médio com ossatura forte; espáduas compridas e oblíquas, inserindo harmoniosamente ao tórax, o braço e antebraço com musculatura pouco evidente, com joelhos e mãos bem posicionados. O ângulo dos pés deve ser de aproximadamente 45o.

2 – Membros Posteriores:

As pernas devem ser limpas,mas com boa cobertura muscular, não devendo apresentar culote pronunciado, com tendões e ligamentos evidentes. Vistos por trás, os membros posteriores devem ser bem afastados um do outro para dar lugar a um úbere volumoso. Deve possuir aprumos íntegros, com articulações fortes, angulação correta e jarretes bem posicionados. O ângulo das quartelas nos cascos deve ser de aproximadamente 45o.

TIPO IDEAL (MODELO)
Na figura baixo temos o modelo do que seria a “Vaca Ideal” da raça Gir Leiteiro, onde as principais características produtivas e funcionais foram expressas:

Girolando

Girolando

Padrão Racial – GIROLANDO

NOMENCLATURA

CARACTERÍSTICAS COMUNS A TODOS OS GRAUS DE SANGUE

DIFERENÇAS MORFOLÓGICAS ENCONTRADAS PARTICULARMENTE EM
CADA GRAU DE SANGUE

1.      APARÊNCIA GERAL

- ESTADO GERAL

Sadio e vigoroso. Harmonioso.

 

- DESENVOLVIMENTO

Bom, de acordo com a idade.

- ESTATURA

Média.

 

- CONSTITUIÇÃO CORPORAL

Linhas bem definidas. Musculatura bem distribuída por todo o corpo. Ossatura forte. Ossos chatos, forma angulosa.

O 3/4 Hol. evidencia refinamento e o 7/8 Hol. evidencia angulosidade e amplitude, com destacado refinamento.

- MASCULINIDADE E FEMINILIDADE

Bem definida, de acordo com o sexo. As fêmeas apresentam silhueta delicada e harmoniosa, andar fácil e elegante. Os machos expressam nobreza e grande vigor, com bom desenvolvimento muscular. O animal deve locomover-se com facilidade e desenvoltura.

 

- TEMPERAMENTO

Índole dócil, porém ativa.

No 7/8 Hol. o temperamento é dócil e menos ativo.

2.   CABEÇA

2.1 - APARÊNCIA GERAL

Descarnada. Proporcional. Largura e comprimento médio.

No 3/4 Hol. e 7/8 Hol. é ligeiramente mais curta.

2.2 - PERFIL

Perfil convexo a sub-côncavo.

Nos animais 1/4 Hol. o perfil é convexo; nos 3/8 Hol. é sub-convexo;  nos 1/2 sangue vai de retilíneo a sub-convexo;  nos 3/4 Hol. vai de retilíneo a sub-côncavo e nos 7/8 Hol. é sub-côncavo.

2.3 - FRONTE

Larga e plana.

Animais 1/4 Hol. apresentam a fronte larga, lisa, com a marrafa jogada para trás; os 3/8 Hol. larga e plana, com a marrafa ligeiramente jogada para trás; nos 3/4 Hol. é larga podendo apresentar uma ligeira depressão na porção central e os 7/8 Hol. é larga apresentando ligeira depressão na porção central.

2.4 - CHANFRO

Comprimento médio. Nos machos é reto, mais curto e largo e mais estreito e comprido nas fêmeas.

Relativamente mais curto nos 3/4 e 7/8 de Holandês.

2.5 - FOCINHO

Preto, largo, com narinas amplas e dilatadas.

 

2.6 - OLHOS

Grandes, pretos ou escuros e brilhantes.

Nos 1/2  Hol., 3/8 Hol e 1/4 Hol. são de formato elíptico, situados lateralmente e protegidos por rugas da pele nas pálpebras superiores. Nos animais ¾ Hol. são de formato arredondado e ligeiramente salientes, enquanto que nos 7/8 Hol. são arredondados e um pouco mais salientes em relação a caixa craniana.

2.7 - ORELHAS

São de comprimento médio e formas bem definidas.

Nos animais ¼ Hol. são de comprimento médio, textura fina, pendentes, começando em forma de tubo, com sua porção superior enrolada sobre si mesma, abrindo-se em seguida gradualmente para fora, estreitando-se na ponta, com a extremidade ligeiramente curvada e voltada para a face. Nos 3/8 Hol. são de comprimento médio, com a porção superior levemente encartuchada e relativamente larga na porção mediana, estreitando-se na ponta formando uma leve reentrância no bordo inferior, de textura fina, posicionando-se para frente e bem abaixo dos olhos. 
Nos 1/2 sangue são de comprimento médio, relativamente largas, de textura fina, estreitando-se na ponta, posicionando-se para frente e abaixo dos olhos.Nos ¾ Hol. são ligeiramente curtas, de textura espessa, com simetria entre os bordos, faces internas do pavilhão voltadas para frente, posicionando-se um pouco acima dos olhos. São ligeiramente curtas e alertas, de textura espessa, com simetria entre os bordos e arredondadas, faces internas do pavilhão voltadas para frente, posicionando-se claramente acima dos olhos.

3.   PESCOÇO E CORPO

3.1 - PESCOÇO

Alto, forte, bem inserido à cabeça e harmoniosamente implantado ao tronco.

Nos animais 1/4 Hol. é médio com a linha superior ligeiramente oblíqua. Musculoso. Nas fêmeas é relativamente longo e um pouco mais descarnado e nos machos é musculoso. No bordo superior, a musculatura apresenta-se mais desenvolvida. Nos 3/8 Hol. e 1/2  sangue é alto e forte. Nas fêmeas é longo e um pouco mais descarnado e nos machos é musculoso e de tamanho médio. No bordo superior, a musculatura apresenta-se mais desenvolvida. Nos 3/4 e 7/8 Hol. é longo e feminino, delgado. Nas fêmeas é longo e descarnado e nos machos um pouco mais musculoso e de tamanho médio

3.2 - BARBELA

Característica de acordo com o grau de sangue.

Nos 1/4 Hol. é média, apresentando rugas, solta e flexível, estendendo-se até o umbigo.
Nos 3/8 e 1/2 sangue é média e pregueada.
Nos 3/4 Hol. é reduzida e lisa.
Nos 7/8 Hol. é discreta, bem reduzida e lisa.

3.3 - PEITO

Forte. Apresenta-se largo e amplo, com boa cobertura muscular e sem acúmulo de gordura.

Nos animais 7/8 Hol. é largo e amplo, com pouca cobertura muscular e sem acúmulo de gordura.

3.4 - GARROTE

 

Projetando-se harmoniosamente acima das espáduas e no mesmo nível da linha dorso-lombar.

 

Nos machos 1/4 Hol. a musculatura superior forma um característico cupim. Nas fêmeas é menos caracterizado quanto a forma, mas a musculatura apresenta-se evidente.
Nos machos 3/8 Hol. a musculatura superior apresenta-se bem evidente e nas fêmeas a musculatura projeta-se acima da linha dorso-lombar.
Nos animais 1/2 sangue projeta-se harmoniosamente acima das espáduas, no mesmo nível da linha dorso-lombar, dando à região forma de cunha. Nos machos a musculatura apresenta-se evidente.
Nos 3/4 e 7/8 Hol. é formada por ossatura e musculatura suave, dando à região forma de cunha característica. Nos machos a musculatura apresenta-se  um pouco mais evidente.

3.5 – ESPÁDUAS

Moderadamente largas, bem aderidas ao corpo, ajustando-se suavemente ao tórax, costelas e garrote.

 

3.6 - COSTELAS

Largas e longas, oblíquas, bem arqueadas, afastadas entre si na parte superior.

 

3.7 - DORSO E LOMBO

Reto, largo e forte, tendendo para horizontal, harmoniosamente ligado à garupa.

 

3.8 - TÓRAX

Amplo e profundo, apresentando boa capacidade respiratória.

 

3.9 - VENTRE

Desenvolvido, bem sustentado, demonstrando ampla capacidade digestiva.

 

3.10 - UMBIGO

 

De tamanho característico para cada grau de sangue.

 

Nos animais 1/4 Hol. é bem evidente, proporcional ao tamanho do animal.
Nos 3/8 Hol. e 1/2 sangue é médio.
Nos 3/4 Hol. é pouco evidente.
Nos animais 7/8 Hol. é bem reduzido e discreto.

3.11 - ANCAS

Bem afastadas e no mesmo nível, quase da mesma altura da linha dorso-lombar, livre de excesso de gordura.

3.12 - GARUPA

 

Proporcionalmente comprida e larga sem saliência ou depressão. Ísquios bem separados. Articulações coxo-femurais bem afastadas. A inclinação no sentido íleo-ísquio aumenta conforme diminui a fração de sangue holandês.

Nos animais 1/4 Hol. é ligeiramente inclinada.
Nos 3/8 Hol. apresenta-se ligeiramente inclinada tendendo para a horizontal.
Nos animais 1/2 sangue apresenta um desnível no sentido íleo-ísquio não acentuado.
Nos animais 3/4 Hol. o nível tende para a horizontal, enquanto que nos 7/8 Hol. há uma visível horizontalidade no ângulo lateral da garupa.

3.13 – CAUDA

Inserção harmoniosa.

 

Nos animais 1/4 hol., 3/8 e 1/2 sangue é achatada na base, longa e afilada ultrapassando os jarretes.
Nos 3/4 hol. também é achatada na base, mas de espessura média, terminando delicadamente com vassoura abundante.
Nos 7/8 hol. a inserção é suave e colocada ao nível dorsal, com a cauda delgada e vassoura abundante.

4.   MEMBROS

4.1 - MEMBROS ANTERIORES

Comprimento médio, fortes, bem afastados e aprumados. Colocados em retângulo em relação aos posteriores.  Canelas retas, ossatura forte e achatada.

 

4.2 - MEMBROS POSTERIORES

Comprimento médio, coxas e nádegas largas, jarretes fortes e secos. Vistos de trás, retos, bem aprumados e bem afastados um do outro. Canelas retas, ossatura forte e achatada.  Articulações fortes mas não grosseiras.

Animais 1/4 Hol., 3/8 Hol. e 1/2 sangue apresentam as nádegas com boa cobertura muscular. Nos 3/4 Hol. nádegas largas e longas, achatadas, retas atrás, com musculatura firme e sem convexidade lateral.

4.3 - CASCOS

Médios, bem conformados e fortes. Não abertos. Talões altos.

 

5.   APARELHO MAMÁRIO

5.1 - ÚBERE

Desenvolvido, bem balanceado e de boa capacidade.  Bem inserido de conformidade com o número de lactações, não devendo seu plano inferior ultrapassar a linha do jarrete;  com boa irrigação, de consistência macia e não fibrosa (carnudo), piso nivelado, quartos anteriores avançados para a frente e firmemente aderidos, quartos posteriores bem projetados para trás e para cima; ligamentos firmes sendo que visto de trás, o úbere deve apresentar visível o sulco do ligamento suspensor.

Nas fêmeas 1/4 e 3/8 Hol. o úbere é de volume médio, bem balanceado, bem inserido de conformidade com o número de lactações, não devendo seu plano inferior ultrapassar a linha do jarrete. Coberto por pele fina e sedosa.

5.2 - TETAS

Íntegras, bem constituídas, simétricas, de comprimento e espessura média, bem separadas e corretamente implantadas em cada quarto do úbere.

 

5.3 - VEIAS MAMÁRIAS

 Desenvolvidas, sinuosas, ramificadas e de bom calibre.

 

6.  ÓRGÃOS GENITAIS

6.1 - BOLSA ESCROTAL E TESTÍCULOS

Bolsa escrotal constituída por pele fina, flexível e bem pregueada na porção posterior do escroto. Testículos de desenvolvimento normal, simétricos e sem aderências.

Nos machos 1/4 e 3/8 Hol. a bolsa escrotal é constituída por pele fina, flexível e bem pigmentada, contendo dois testículos de desenvolvimento normal.

6.2 - BAINHA E PREPÚCIO

Reduzida, proporcional ao desenvolvimento do animal. Prepúcio recolhido.

Nos animais 7/8 Hol. é bem reduzidas e aderida ao abdômen.

6.3 - VULVA

De conformação e desenvolvimento normal.

Nas fêmeas 1/4 Hol., 3/8 Hol. e 1/2 sangue são de mucosa preta ou mesclada. Apresentam maior volume e estrias, sendo que nas 1/4 essa característica é bem evidente.
Nas 3/4 Hol. podem apresentar mucosa preta, clara ou mesclada apresentando menor volume e menos estrias.
Nas 7/8 Hol. o volume da vulva é discreto e pouco pregueada.

7.   PELAGEM

7.1 - COR

Preta, preta mamona, mamona de preto e mamona clara, preta pintada de branco; castanha em todas as suas tonalidades (clara e escura), castanha mamona e mamona de castanho, castanha pintada de branco; vermelha em tonalidades típicas, vermelha pintada de branco. Particularidades: estrela, gargantilha e bargada.

Nos animais 1/4 Hol. e 3/8 Hol. também  são encontradas tipicamente as cores vermelha e amarela em  várias tonalidades e com as  particularidades (mamona, gargantilha, bargada, estrela e pintada). Nos animais 3/4 Hol. e 7/8 Hol. a cor branca pintada de preto ou vermelho.

7.2 - PÊLOS

Curtos, finos, brilhantes, delicados e sedosos.

Nos animais 3/4 Hol. apresentam-se mais densos. Nos animais 7/8 Hol. um pouco mais compridos, finos, brilhantes e sedosos com maior densidade.

7.3 - PELE

Solta, macia e flexível.

Nos animais 7/8 é fina, elástica e pregueada.

Na figura baixo temos o modelo do que seria a “Vaca Ideal” da raça Girolando, onde as principais características produtivas e funcionais foram expressas:
 

Girolando PS

Girolando PS

Padrão Racial - GIROLANDO 5/8

NOMENCLATURA

CARACTERÍSTICAS

IDEAIS

PERMISSÍVEIS

QUE DESCLASSIFICAM

1.      APARÊNCIA GERAL

- ESTADO GERAL

Sadio e vigoroso. Harmonioso.

Doentio.

-DESENVOLVIMENTO

Bom, de acordo com a idade.

Tamanho e pesos reduzido em relação a idade.

- ESTATURA

Média.

Nanismo.

1.A.     CONSTITUIÇÃO CORPORAL

- CONSTITUIÇÃO CORPORAL

Linhas bem definidas. Musculatura bem distribuída por todo o corpo. Ossatura forte. Ossos chatos, forma angulosa.

Forma cilíndrica.

Animal débil ou com constituição grosseira.

- MASCULINIDADE E FEMINILIDADE

Bem definida, de acordo com o sexo. As fêmeas apresentam silhueta delicada e harmoniosa, andar fácil e elegante. Os machos expressam nobreza e grande vigor, com bom desenvolvimento muscular. O animal deve locomover-se com facilidade e desenvoltura.

Caracteres inversos.

Fêmea leonina.

- TEMPERAMENTO

Índole dócil, porém ativa.

Nervoso ou bravio.

2.   CABEÇA

2.1 - APARÊNCIA GERAL

Descarnada. Proporcional. Largura e comprimento médio.

Ligeiramente mais curta . Presença de chifres.

Pesada ou assimétrica.

2.2 - PERFIL

Retilíneo.

Sub-côncavo ou sub-convexo.

2.3 - FRONTE

Larga e plana.

Depressão acentuada.

2.4 - CHANFRO

Comprimento médio. É reto, mais curto e largo nos machos e mais estreito e comprido nas fêmeas.

Desvio. Depressão. Acarneirado.

2.5 - FOCINHO

Preto, largo, com narinas amplas e dilatadas.

Espelho nasal de cor clara ou rósea.

Lábio leporino. Boca apresentando prognatismo ou inhatismo.

2.6 - OLHOS

Grandes, escuros e brilhantes. São de formato elíptico, situados lateralmente e protegidos por rugas da pele.

Cegueira de um olho.

De cor branca. Cegueira bilateral.

2.7 - ORELHAS

São de comprimento e largura média, textura média, não pendentes, e com as faces internas do pavilhão voltadas para frente, posicionando-se ao nível dos olhos.

Ausência bilateral.

3.      PESCOÇO E CORPO

3.1 - PESCOÇO

Alto, forte, bem inserido à cabeça e harmoniosamente implantado ao tronco. Nas fêmeas é longo e descarnado e nos machos é musculoso e de tamanho médio.

Excessivamente grosso. Excessivamente longo e fino.

3.2 - BARBELA

Ligeiramente reduzida e  pregueada.

Média.

3.3 - PEITO

Forte. Apresenta-se largo e amplo, com boa cobertura muscular e sem acúmulo de gordura.

Estreito.

3.4 - GARROTE

Projetando-se harmoniosamente acima das espáduas, no mesmo nível da linha dorso-lombar, dando à região forma de cunha. Nos machos a musculatura apresenta-se evidente.

3.5 - ESPÁDUAS

Moderadamente largas, bem aderidas ao corpo, ajustando-se suavemente ao tórax, costelas e garrote.

Aéreas. Mal ajustadas ao corpo.

3.6 - COSTELAS

Largas e longas, oblíquas, bem arqueadas, afastadas entre si na parte superior.

3.7 - DORSO E LOMBO

Reto, largo e forte, tendendo para horizontal, harmoniosamente ligado à garupa.

Linha dorso-lombar levemente inclinada.

Presença de lordose, cifose ou escoliose.

3.8 - TÓRAX

Amplo e profundo, apresentando boa capacidade respiratória.

Tórax deprimido, Acoletado.

3.9 - VENTRE

Desenvolvido, bem sustentado, demonstrando ampla capacidade digestiva.

3.10 - UMBIGO

Reduzido.

Pouco evidente.

Hérnia umbilical.

3.11 - ANCAS

Bem afastadas e no mesmo nível, quase da mesma altura da linha dorso-lombar, livre de excesso de gordura.

Pouco afastadas ou salientes.

3.12 - GARUPA

Proporcionalmente comprida e larga, sem saliência ou depressão e com boa cobertura muscular. Ísquios bem separados. Articulações coxo-femurais bem afastadas. O nível tende para a horizontal.

Sacro demasiadamente saliente, excessivamente caída, curta ou estreita e pobre de musculatura.

3.13 – CAUDA

Inserção harmoniosa, achatada na base, longa e afilada.

Inserção ligeiramente alta ou baixa.  Ausência de vassoura.

4.      MEMBROS

4.1 - MEMBROS ANTERIORES

Comprimento médio, fortes, bem afastados e aprumados. Colocados em retângulo em relação aos posteriores.  Canelas retas, ossatura forte e achatada.

Aprumos defeituosos, excessivamente longos ou curtos.

4.2 - MEMBROS POSTERIORES

Comprimento médio, coxas e nádegas largas, com boa cobertura muscular, jarretes fortes e secos. Vistos de trás, retos, bem aprumados e bem afastados um do outro. Canelas retas, ossatura forte e achatada.  Articulações fortes mas não grosseiras.

Aprumos defeituosos, excessivamente longos ou curtos, em desproporção ao corpo.

4.3    - CASCOS

Médios, bem conformados e fortes. Não abertos. Talões altos.

De cor clara ou rajados.

5.   APARELHO MAMÁRIO

5.1 - ÚBERE

Desenvolvido, bem balanceado e de boa capacidade.  Bem inserido de conformidade com o número de lactações, não devendo seu plano inferior ultrapassar a linha do jarrete;  com boa irrigação, de consistência macia e não fibrosa (carnudo), piso nivelado, quartos anteriores avançados para a frente e firmemente aderidos, quartos posteriores bem projetados para trás e para cima; ligamentos firmes sendo que visto de trás, o úbere deve apresentar visível o sulco do ligamento suspensor.

Penduloso, excessivamente frouxo.

5.2 - TETAS

Íntegras, bem constituídas, simétricas, de comprimento e espessura média, bem separadas e corretamente implantadas em cada quarto do úbere.

Excessivamente grossas, longas ou pequenas.

5.3 - VEIAS MAMÁRIAS

Desenvolvidas, sinuosas, ramificadas e de bom calibre.

6.  ÓRGÃOS GENITAIS

6.1 - BOLSA ESCROTAL E TESTÍCULOS

Bolsa escrotal constituída por pele fina, flexível e bem pregueada na porção posterior do escroto. Testículos de desenvolvimento normal, simétricos e sem aderências.

Testículos com ligeira assimetria.

Criptorquidismo, monorquidismo, hipoplasia, hiperplasia e assimetria acentuadas.

6.2 - BAINHA E PREPÚCIO

Reduzida, proporcional ao desenvolvimento do animal. Prepúcio recolhido.

Bainha média.

Prepúcio relaxado.

6.3 - VULVA

De conformação e desenvolvimento normais, de mucosa preta, clara ou mesclada. Apresentam maior volume e estrias.

Atrofiada.

7.   PELAGEM

7.1 - COR

Preta, preta mamona, mamona de preto e mamona clara, preta pintada de branco; branca pintada de preto, castanha em todas as suas tonalidades (clara e escura), castanha mamona e mamona de castanho, castanha pintada de branco; vermelha em tonalidades típicas, vermelha pintada de branco e branca pintada de vermelho. Particularidades: estrela, gargantilha e bargada.

Amarela. Particularidades mascarada e cintada.

7.2 - PÊLOS

Curtos, finos, brilhantes, delicados e sedosos.

7.3 - PELE

Solta, macia e flexível.

Pequenas áreas de despigmentação.

Despigmentação acentuada em qualquer parte do corpo.

TIPO IDEAL (MODELO)
Na figura baixo temos o modelo do que seria a “Vaca Ideal” da raça Girolando, onde as principais características produtivas e funcionais foram expressas:

Guzerá

Guzerá

Padrão Racial - GUZERÁ

Nomeclatura

Características

Ideiais

Permissíveis

Que Desclassificam

1 - APARÊNCIA GERAL

1.1 - Estado Geral

Sadio e vigoroso.

 

 

1.2 - Desenvolvimento

Bom, de acordo com a idade.

 

Médio

Tamanho e peso reduzidos, em relação à idade.

1.3 - Constituição, Ossatura e Musculatura

 

Constituição robusta. Ossatura forte. Musculatura compacta e bem distribuída por todo o corpo.

 

Constituição média. Ossatura e musculatura regulares.

Constituição fraca ou grosseira. Conformação leonina. Má distribuição muscular ou excesso de gordura na carcaça.

1.4 - Masculinidade e
Feminilidade

Bem definida, de acordo com o sexo.

 

 

Caracteres inversos.

1.5 - Temperamento

Ativo e dócil.

 

Nervoso ou bravio.

2 - PELAGEM

2.1 - Cor

De cinza clara a cinza escura. Terços anteriores e posteriores, geralmente mais escuros, atingindo, às vezes, o negro. Nas fêmeas, a cor é mais clara.

Branca. Tonalidade avermelhada, pequenas pintas ou manchas isoladas de cor branca, cinza, avermelhada ou amarelada.

Totalmente preta, vermelha e amarela. Amarelo – cobre ou barrosa.

2.2 - Pêlos

Finos, curtos e sedosos.

 

 

2.3 - Pele

Preta ou escura. Solta, fina e flexível. Macia e oleosa. Rósea nas partes sombreadas.

 

Despigmentação em qualquer parte do corpo.

3 - CABEÇA

3.1 - Aparência Geral

Larga. Relativamente curta e expressiva.

De largura e comprimento médios.

Pesada ou assimétrica.

3.2 - Perfil

De sub-côncavo a retilíneo.

Com ligeira convexidade ao nível da arcada orbitária.

Convexo.

3.3 - Fronte

Moderadamente larga, com ligeira concavidade (semelhante a um prato) entre os olhos e a marrafa. Menos larga nas fêmeas.

 

Nimbure.

3.4 - Chanfro

 

Reto. Largo e proporcional, nos machos. Mais estreito e delicado, nas fêmeas.

Depressão uni ou bilateral. Parcialmente marmorizado.

Desvio. Depressão. Acarneirado. Excessivamente comprido e estreito.

3.5 - Focinho

 

Preto e largo, com narinas dilatadas e afastadas.

Lambida.

Espelho nasal de cor clara, rósea, marmorizada ou avermelhada. Lábio leporino.

3.6 - Boca

De abertura média. Lábios firmes.

 

Prognatismo e inhatismo.

3.7 - Olhos

Pretos. Elípticos. Órbitas ligeiramente salientes. Nos machos, bem protegidos por rugas da pele, nas pálpebras superiores. Olhar vivo. Cílios pretos.

Gateados. Cílios mesclados. Cegueira unilateral adquirida.

Exoftálmicos. Cílios brancos ou avermelhados. Cegueira bilateral.

3.8 - Orelhas

Pendentes. Médias, relativamente largas e de pontas arredondadas. Vistas de frente, mostram-se medianamente voltadas para a face. Borda inferior com ligeira reentrância. Face interna de cor alaranjada; com ou sem manchas
pretas.

Apêndices suplementares (dupla orelha). Falta de reentrância na borda inferior.

Excessivamente curtas ou longas.

3.9 - Chifres

Desenvolvidos. Simétricos. De seção circular ou elíptica

Anéis claros. Depressão circular na base, coberta de

Curtos. Claros. Não em forma de lira ou torquês.

 

na base, dirigindo-se horizontalmente para fora ao sair do crânio, curvando-se para cima, em forma de lira ou torquês, com as pontas voltadas para dentro e para trás.

couro cabeludo. Descornados.

Dirigidos para a frente.

4 - PESCOÇO E CORPO

4.1 - Pescoço

Médio. Linha superior ligeiramente oblíqua, com ligeira convexidade ao se aproximar da nuca. Bem musculoso e com implantação harmoniosa ao tronco. Delicado nas fêmeas.

 

Excessivamente curto e grosso. Excessivamente longo e fino.

4.2 - Barbela

Média. Enrugada, solta e flexível. Começa bífida, debaixo do maxilar inferior, estendendo-se até o umbigo. Reentrância no terço médio.

 

Reduzida.

4.3 - Peito

Largo e com boa cobertura muscular.

 

Estreito.

4.4 - Cupim ou Giba

Bem implantado sobre a cernelha. Desenvolvido. Em forma de rim ou castanha de cajú, apoiando-se sobre o dorso, nos machos. Menos desenvolvido e menos caracterizado, quanto à forma e apoio, nas fêmeas.

Ligeiramente inclinado. Pequenas reentrâncias laterais.

Pouco desenvolvido. Adiantado. Redondo, nos machos. Excessivamente inclinado ou tombado. Qualquer sinal de plástica corretiva.

4.5 - Região Dorso-Lombar

Larga e reta.Levemente inclinada, tendendo para a horizontal. Harmoniosamente ligada à garupa, apresentando boa cobertura muscular.

 

Fortemente inclinada. Presença de lordose, cifose ou escoliose.

4.6 - Ancas e Garupa

Ancas bem afastadas e no mesmo nível, moderadamente salientes. Garupa cumprida, larga, ligeiramente inclinada tendendo para a horizontal, no mesmo nível e unida ao lombo sem saliências ou depressões e, com boa cobertura muscular.

 

Ancas pouco afastadas ou demasiadamente salientes. Garupa curta, estreita, excessivamente inclinada ou pobre de músculos.

4.7 - Sacro

Não saliente. No mesmo nível das ancas.

Ligeiramente saliente.

Muito saliente.

4.8 - Cauda e Vassoura

Cauda com inserção harmoniosa, e ultrapassando os jarretes. Vassoura preta.

Vassoura com capa mesclada ou branca, nos animais de pelagem clara.

Cauda com inserção defeituosa. Vassoura branca ou avermelhada.

4.9 - Tórax, Costelas, Flancos e Ventre

Tórax amplo, largo e profundo. Costelas compridas, proporcionais ao comprimento dos membros, largas, bem arqueadas , com espaços intercostais bem revestidos de músculos e, sem depressão atrás das espáduas.

 

Tórax deprimido.

4.10 - Umbigo

Reduzido, proporcional ao desenvolvimento do animal.

Médio.

Excessivamente curto ou longo. Qualquer sinal de plástica corretiva.

5 - MEMBROS

5.1 - Membros Anteriores

De comprimento médio. Com ossatura forte. Bem musculosos. Colocados em retângulo, afastados e bem

 

Excessivamente longos ou curtos, em desproporção ao corpo. Ossatura grosseira ou muito fina. Aprumos

 

aprumados. Espáduas compridas e oblíquas, bem cobertas de músculos, inserindo-se harmoniosamente ao tórax.

 

defeituosos.

5.2 - Membros Posteriores

De comprimento médio.
Com ossatura forte. Coxas e pernas, largas, com boa cobertura muscular, descendo até os jarretes; com culotes bem pronunciados. Pernas bem aprumadas e afastadas.

 

Excessivamente longos ou curtos, em desproporção ao corpo. Retos ou excessivamente curvos e outros defeitos de aprumos. Coxas e nádegas, com deficiente formação muscular.

5.3 - Cascos

Pretos. Bem conformados e resistentes.

 

Brancos ou rajados.

6 - ÓRGÃO GENITAIS

6.1 - Bolsa Escrotal e
Testículos

Bolsa escrotal constituída por pele fina, flexível e bem pigmentada; contendo dois testículos de desenvolvimento normal.

 

Criptorquidismo. Monorquidismo. Hipoplasia ou hiperplasia.

6.2 - Bainha

Reduzida e bem direcionada; proporcional ao desenvolvimento do animal.

Média.

Excessiva. Qualquer sinal de plástica corretiva.

6.3 - Prepúcio

Recolhido.

Pequeno prolapso.

Relaxado.

6.4 - Vulva

De conformação e desenvolvimento normais.

 

Atrofiada.

6.5 - Úbere e Tetas

Úbere de volume médio, coberto por pele fina e sedosa. Tetas, de pequenas a médias e bem distribuídas.

 

Úbere penduloso. Tetas grossas e longas.

Na figura baixo temos o modelo do que seria a “Vaca Ideal” da raça Guzerá, onde as principais características produtivas e funcionais foram expressas:

Holandês

Holandês

Padrão Racial - Holandês
1-Conformação/Capacidade(18 pontos)

Indica um animal atraente com feminilidade, vigor, longilíneo, tamanho e estatura com equilíbrio e harmonia na união de todas as partes, estilo imponente e vivacidade. São consideradas todas as partes da vaca para avaliar a Conformação e Capacidade.
a) Tamanho Peso Ideal (Kg)   Idade de Cobertura(16 a 18 meses) 460,00
Dois anos, em lactação(24-36 meses) 544,00
Vaca adulta(60 meses ou mais) 680,00
b) Estatura Altura Ideal (cm)   Idade de Cobertura(16 a 18 meses) 136,00
Dois anos, em lactação(24-36 meses) 140,00
Vaca adulta(60 meses ou mais) 147,00
c) Cor Manchas pretas-brancas e vermelhas brancas claramente definidas.
d) Chifres Sem discriminação12
e) Cabeça Definidamente moldada, proporcional ao corpo, focinho amplo com narinas bem abertas, mandíbulas fortes, olhos grandes e vivos, fronte ampla e moderadamente côncava, chanfro reto e orelhas de tamanho médio e alertas. A cabeça deve exprimir a nobreza e altivez própria da raça.
f) Paletas Fortemente aderidas comas articulações próprias da região, formadas por ossatura suave(cunha escapular).
g) Dorso Reto e forte, região lombar larga e linha lombo-dorsal levemente ascendente da garupa no sentido da cabeça e vértebras bem definidas.
h) Capacidade Corporal Relativamente grande em proporção ao tamanho do animal, ampla capacidade, força e vigor.
i)  Tórax Com base larga, resultando numa ampla separação dos aprumos anteriores.
j) Perímetro Torácico Grande e profundo, arqueado ao nível dos cotovelos com as costelas torácicas bem arqueadas, separadas, unidas suavemente às paletas.
k) Abdômen Fortemente suportado e com musculatura firme, comprido e profundo, costelas espaçadas iniciando o arqueamento junto às vértebras dorsais e lombares, dirigindo-se para trás, profundidade e largura maiores na região dos flancos.
2 – Garupa (10 pontos) Comprida, larga, unida suavemente ao lombo, levemente desnivelada no sentido íleo-ísquio(quadril a ponta da nádega) bem moldada e sem excesso de gordura, articulação coxo-femurais altas e bem separadas, inserção da cauda suave e colocada ao nível dorsal, cauda delgada e longa, ângulo da vulva na posição vertical.
3 - Pernas e Pés (20 Pontos) Ossatura limpa e compacta, com forma e movimento funcionais nas patas e que dê como resultado uma mobilidade adequada ao animal. a) Pernas Membros anteriores são retos e separados entre si, formando um retângulo com os membros posteriores que se escondem na visão frontal do animal. Os posteriores, quando vistos lateralmente, são ligeiramente curvas no sentido longitudinal e quando vistos de trás são paralelos e bem separados. Os jarretes são limpos e bem conformados.  A ossatura é achatada, plana e forte, com a visualização dos tendões, sob a pele, com os contornos bem definidos.
b) Pés (Patas) Quartelas fortes, profundos e flexíveis. Cascos de comprimento mediano, arredondados no seu contorno, fechados no espaço inter-digital.13
4 - Sistema Mamário(40 Pontos) Fortemente aderido; bem balanceado; simétrico no seu comprimento com acentuada divisão entre as metades esquerda e direita; não quarteado lateralmente; altura, largura e profundidade moderados; textura macia e elástica, indicando grande capacidade de repleção e suportar as grandes produções por um longo tempo. Quando ordenhado, o volume do úbere fica reduzido e as metades se colabam com os tetos tocando-se. a) Úbere Anterior Inserção firme e suave com o abdômen, comprimento e largura moderados; quartos bem balanceados.
b) Úbere Posterior Alto, largo e ligeiramente arredondado; bastante uniforme na largura da inserção superior até a base; fortemente aderido na inserção.
c) Ligamento Médio Bem marcado, mostrando uma fenda entre as metades do úbere posterior.
d) Tetos Tamanho uniforme; comprimento e diâmetro medianos; cilíndricos e perpendiculares ao piso do úbere. Quando vistos de lado ficam colocados no centro de cada quarto. Quando visto de trás ligeiramente deslocados para o centro de cada quarto formando um retângulo.
e) Veias Mamárias Grandes, compridas, sinuosas e ramificadas. É desejável um úbere com bastante vascularização.
5 - Caracterização Leiteira (12 Pontos) Evidencia a habilidade produtora, angulosidade e amplitude, sem debilidade, força sem ser grosseira. Deve se levar em conta o estado fisiológico da fêmea. a) Pescoço Longo e feminino; delgado; unido suavemente ao ombro e tórax; garganta bem definida e não apresentando depósito de gordura na maçã do peito e barbela discreta.
b) Cruz Bem definida e angulosa com as vértebras dorsais sobressaindo-se, ligeiramente, acima das paletas.
c) Costelas Bem espaçadas entre si; oblíquas; arqueadas; achatadas; planas; largas e compridas.
d) Flancos Profundos e refinados.
e) Coxas Na visão lateral são retas ou ligeiramente côncavas e descarnadas. Na visão posterior são bem separadas entre si; delgadas; cedendo amplo lugar para úbere e sua inserção posterior.
f) Ossos Planos; achatados e fortes sem serem toscos.
g) Pele e Pêlo Pele fina, elástica e pregueada. Pêlo fino, brilhante e macio.14

TIPO IDEAL (MODELO)
Na figura baixo temos o modelo do que seria a “Vaca Ideal” da raça Holandesa, onde as principais características produtivas e funcionais foram expressas:

Jersey

Jersey

Padrão Racial - JERSEY
NOMECLATURA CARACTERÍSTICA
CABEÇA Deve ser limpa de comprimento moderado, com fronte ligeiramente côncava. Os olhos vivos e proeminetes. As mucosas devem ser escuras (pigmentadas), com um embornal claro ao redor do fucinho. Orelhas curtas.
PESCOÇO Limpo, moderadamente comprido, confundindo-se paulatinamente com os ombros, e unindo-se suavemente com a região das cruzes (paleta).
PERNAS ANTERIORES   As patas deverão ser perpendiculares para suportar o peso do corpo do animal,e bem separadas para dar um amplo espaço ao peito.Em uma vista frontal,é desejável observar uma linha vertical desde a ponta do ombro até o casco.
PERNAS  POSTERIORES Vista lateralmente, a ponta dos cascos das patas posteriores devem encostar em uma linha imaginária vertical que parte dos Ísquios até o solo. Os animais em que o casco está a frente desta linha são considerados “sentados”, e os animais em que
as patas possuem o casco atrás desta linha são considerados “retos”.
ANCA – GARUPA Uma garupa deve ser comprida, quase nivelada e larga na altura dos ílios e ísquios.
Essa característica se correlaciona com um úbere grande, nivelado e largo.
ÍSQUIOS E ÍLIOS Devem ser bem separados, como descrevemos na garupa. A distância entre ísquios e ílios, assim como uma garupa nivelada, se relaciona com tamanho e forma do úbere. Ademais, o parto é facilitado se os ossos são mais separados, principalmente os ísquios.
BARRIL A capacidade corporal evidencia nas três dimensões do barril: comprimento; largura e profundidade. É nele que os alimentos são armazenados e digeridos. O dorso deve ser reto liso, livre de gorduras e unido suavemente com a garupa e a
cernelha.
TÓRAX E COSTELAS O peito deve ser profundo e amplo para acomodar bem os pulmões. maior vigor e vitalidade caracterizam uma vaca com grande capacidade toráxica. A união com os ombros deve ser suave. As costelas devem ser largas e planas indicando força nos ossos, com um bom espaçamento entre si.
VISTA POSTERIOR Patas que não se tocam ao caminhar demonstrando correção dos aprumos traseiros e proporcionando um amplo espaço para o úbere.
ÚBERE A jersey tem como característica bem formado e equilibrado com tetos bem colocados. Procura-se animais com o posterior do úbere largo, inserção alta e ligamento central forte, úbere anterior em forma de bojo e com boa aderência ao corpo.
PELAGEM A pelagem da Raça Jersey varia de osco escuro a baio claro, podendo apresentar malhas brancas.
Na figura baixo temos o modelo do que seria a “Vaca Ideal” da raça Jersey, onde as principais características produtivas e funcionais foram expressas:

Pardo Suíço

Pardo Suíço

Padrão Racial – PARDO SUÍÇO
Nomeclatura Característica
Aparência Geral Os machos, geralmente são mais escuros que as fêmeas. Altivo, temperamento manso e de grande porte.
Pelagem Os animais desta raça possuem uma pelagem cinzenta-escura, também conhecida pelo nome de pêlo-de-rato (a cor preferida pelos criadores), cinzenta, parda-clara e parda-escura. São comuns exemplares com pelagem clara ao redor do espelho nasal e partes internas dos membros e do dorso.
Cascos e Chifres Possuem cascos pretos e chifres brancos com pontas pretas.
Pescoço O pescoço é bastante grosso nos machos e nas fêmeas, característica que deve ser corrigida, principalmente nas linhagens leiteiras; a barbela é pouco desenvolvida.
Cabeça A cabeça possui tamanho mediano, com fronte larga, chifres curtos e dirigidos para frente e para cima, geralmente grossos na base; os olhos são grandes e pretos; as orelhas são de medianas e cobertas por pêlos.
Peito e Tórax Possuem peito largo e amplo tórax, com bom arqueamento de costelas.
Paletas Paletas grosseiras e musculosas.
Dorso-Lombo Dorso e lombo com boa cobertura muscular; linha dorso-lombo-garupa reta.
Garupa Garupa ampla, larga e às vezes, com leve inclinação; nádegas e coxas com boa cobertura muscular e retilínea.
Conformação Geral Sua conformação varia, oras cilíndrica, revelando características de produção de corte da raça; oras em forma de cunha, revelando características leiteiras.
Aprumos Possui membros curtos, com bons aprumos e cascos redondos e de cor escura.
Úbere O úbere é bastante volumoso, de boa conformação e protegidos por pele fina e flexível.
Tetos Os tetos são bem implantados e de tamanho mediano.
Na figura baixo temos o modelo do que seria a “Vaca Ideal” da raça Guzerá, onde as principais características produtivas e funcionais foram expressas:


 

Artigos técnicos

A divulgação de artigos técnicos tem por objetivo desenvolver uma metodologia que permita estruturar o conhecimento de forma a torná-lo explícito e de fácil acesso, para ser utilizado nas atividades operacionais ou como instrumento de capacitação, coordenação e integração das diversas ações e projetos propostos em propriedades rurais. 

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